PROPRIEDADE INTELECTUAL

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quarta-feira, 25 de abril de 2012

BOLONGONGO, TERRA QUERIDA.

O município de Bolongongo encontra-se situado a Noroeste da província do Kwanza Norte, limita a Norte com o município de Ambaca, a Este com o município de Quiculungo, a Sul com o município de Banga e a Oeste com a província do Bengo, com uma população de 28.013 habitantes e uma extensão territorial de 1.018 Km2. Está composto por três comunas (Terreiro, Kikiemba e a comuna sede Bolongongo), nesta última onde se encontra o espaço urbanizado, cuja população é sobretudo camponesa, dedica-se à caça e a pesca artesanal. O dialecto predominante é o "dihungo" uma mistura de kigongo e kimbundo, falado principalmente pelos habitantes das comunas de Terreiro e Kikiemba, ao passo que os povos das aldeias situadas ao Norte do município, tais como Manguengue, Mulengo, Cote, Praia, Hoco, Catamba, etc. falam apenas o Kimbundo, quiçá devido a faixa fronteiriça extensa com o município de Ambaca, berço da referida língua. A vila de Bolongongo é um lugar intra-montanhoso com morfologia colonial da primeira metade do século XX, cuja estrutura urbana é de rede irregular formada pelas ondulações do relevo, predominam edificações de um só andar com coberturas inclinadas de telhas, existem congregações de construções anárquicas (musseques), constatando-se actualmente um processo lento de reconstrução das infra-estruturas e serviços primários, encaminhado a elevar o nível de vida da população. A energia eléctrica é produzida através de um grupo gerador central, que funciona regularmente, ao passo que o serviço de água é feito pelo sistema de gravidade a partir do município limítrofe de Quiculungo e apresenta problemas de capacidade pelo mau estado da conduta existente que data do tempo colonial. O sistema de comunicações é feio sobretudo através da rede de telefonia móvel UNITEL, existindo igualmente comunicação através de rádio, televisão via satélite e de televisão nacional (canais 1 e 2 da TPA), através de antenas. As ruas da vila de Bolongongo foram asfaltadas na sua totalidade, mas as principais vias de acesso ao município e seu interior encontram-se em estado de degradação, notando-se de um tempo a esta parte algum esforço das autoridades competentes para a melhoria das mesmas. O seu povo dedica-se sobretudo a agricultura, pois a caracterização geográfica do município reserva-lhe enormes parcelas de terra próprias para esta prática. A extensa floresta denominada Mbuity, oferece quantitativas e qualitativas espécies de madeira que têm sido exploradas nos últimos cinco anos, mas lamentavelmente os empresários apostados na exploração deste recurso, pouco ou quase nada fazem para ajudar o Governo local na minimização das condições sociais da população.

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