PROPRIEDADE INTELECTUAL

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segunda-feira, 12 de julho de 2010

CHEGOU A VEZ DA ESPANHA

O 11 de Julho de 2010, entra para as páginas históricas espanholas, uma vez que a data marca a entrada deste país na lista dos vencedores da Copa do Mundo.
120 minutos de jogo, ao contrário dos 90 regulamentares, marcaram o último jogo da Copa do Mundo que a África do Sul organizou.
O jovem Iniesta, colocou a bola no fundo da balisa adversária aos 115 minutos e soltou um grito de emoção ouvido em todo mundo através dos canais de televisão e de rádios que procederam a cobertura do maior evento desportivo da humanidade.
Uma conquista com direito a 0 a 0 no tempo normal, 1 a 0 sobre a Holanda na prorrogação, desabafos, choro e corações batendo forte... A primeira Copa do Mundo na África viu nascer o oitavo campeão da história.
Se me afigura importante recordar que a história dessa nova campeã mundial não começou no Soccer City. No início tinha outro técnico, Luis Aragonés, e quase os mesmos jogadores. O time vencedor da Eurocopa de 2008 transformou a Espanha na seleção a ser batida. O treinador mudou, entrou Vicente del Bosque, e voltou a decepção: fracasso na Copa das Confederações, derrota na estreia do Mundial contra a Suíça. Mas o time que melhor toca a bola no planeta deu a volta por cima. E termina 2010 no topo.
A Holanda chegou à final em 1974 e 1978, para além desta que é a terceira tentativa para levar à casa a taça, mas fica apenas a decepção de acumular o seu terceiro título de vice-campeão em Copas do Mundo. Foi uma pena e quiçá ausência de sorte para a Holanda, pois venceu todos os jogos das eliminatórias e da trajetória na África do Sul, mas perdeu na última esquina.
Diga-se em abondo da verdade que a Fúria conseguiu ter mais posse de bola, do jeito que gosta, durante os primeiros 90 minutos: 57%. Mas não conseguiu marcar nos 12 remates que teve, enquanto a Laranja tentou nove vezes. Pela primeira vez desde 1994, quando o Brasil bateu a Itália nos penaltis, a final terminou com 0 a 0 e foi para a prorrogação.
O estádio Soccer City esteve lotado com 84 mil e 490 torcedores, o mesmo número da abertura do mundial de 2010, entre os quais realça-se a presença de José Eduardo dos Santos, Presidente da República de Angola, que nas vestes de Chefe de Estado de um país vizinho do realizador da Copa, assistiu aquela memorável disputa de futebol, satisfazendo assim ao convite que lhe foi formulado pelo amigo Zuma.
Foram 13 cartões amarelos e 1 vermelho, as sentenças ditadas pelo juiz da partida, cabendo a expulsão do campo a Heitinga durante a prorrogação. Foi a final com maior número de cartões amarelos da história do futebol.

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