PROPRIEDADE INTELECTUAL

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sábado, 24 de março de 2012

DEFEITOS DO CHEFE


Há dezasseis anos que sou subordinado numa corporação onde as regras são muito rígidas, onde o cumprimento das missões inerentes a manutenção da ordem e tranquilidade públicas fizeram-me conhecer e trabalhar com distintos chefes.

No meu local de trabalho dirijo um grupo restrito de pessoas, com as quais tenho partilhado momentos especiais, de trabalho e diversão, razão pela qual sei as dificuldades que ambas partes, chefes e subordinaos, enfrentam para se relacionarem exemplarmente e macarem diferença na busca de resultados pertinentes aos objectivos da instituição.

Hoje, não estaria a exagerar de forma alguma, se afirmar que carrego comigo certa experiência de vida profissional, que me permite tecer algumas afirmações concretas respeitantes as qualidades, competências e defeitos de um chefe.

Sem querer ferir alguma sensibilidade e justamente despido de qualquer preconceito, numa perspectiva de alertar e ajudar a corrigir eventuais excessos de defeitos dos funcionários da administração pública e não só, investidos nos cargos de direcção e chefia, quer seja em órgãos militares, policiais e outros sectores do aparelho estatal ou privado, fruto dos conhecimentos científicos que adquiri enquanto subordinado, aprimorando-os já nas vestes de chefe, uma vez que dirijo um grupo restrito de cérebros humanos na minha instituição, gostaria de referir-me aos principais defeitos do chefe.

Sempre que um Chefe quiser fazer uma crítica para verificar se está a ser um bom chefe ou não, aconselho a verificar se a sua consciência o acusa de dos seguintes defeitos:

- Rigidez, mau humor, teimosia, inveja dos outros, falta de inteligência, irredutibilidade de opiniões, relutância em delegar atribuições, incapacidade administrativa, receio de ser ofuscado pelos subordinados, apropriação dos esforços alheios, julgamento apressado dos subordinados perante os outros, protelação sistemática de resoluções, subserviência para com os superiores e exigência do subordinado de esforço ou trabalho de que ele próprio não seja capaz de fazer, excesso de familiaridade com os subordinados e disciplina fraca.

Há chefes que durante as suas ausências do serviço, quer por razões de saúde, serviço ou questões pessoais, delegam as suas competências à alguém que hierarquicamente se afirme como o funcionário ideal para o substituir dentro da organização, um procedimento administrativo legal, mas o que não é legal e deixa-me estupefacto, é o facto do chefe ficar enfurecido só porque durante o período em que foi representado, seu subordinado manteve-se sereno, responsável e competente, tendo por isso recebido algum elogio. O chefe defeituoso zanga-se, com receio de ser substituído, mas zanga-se igualmente se lhe disserem que seu subordinado não esteve a altura de assumir com rigor o cargo que lhe fora confiado. Afinal, que tipo de chefe é esse?...

Julguei ser necessário falar sobre o assunto em questão, para que subordinados e chefes, façam sempre uma reflexão de mudança na diferença, com objectivo de melhorar as relações humanas nos locais de trabalho e servir melhor os legítimos interesses do Estado.

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